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1.O
que se entende por camada de ozono? [topo] |
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Da
radiação solar que atinge a superfície da Terra, 45% corresponde ao
espectro visível (luz visível), 45% a radiação infravermelha
e 10% a radiação ultravioleta.
Uma
maior intensidade desta última, seria incompatível com a vida na Terra.
O
ozono (O3) encontra-se especialmente nas camadas
superiores da atmosfera (estratosfera) a 15 km da superfície e
forma um escudo (cerca de 30 km de espessura). Esta fina camada
constitui a única protecção da Terra para filtra os raios
ultravioletas do Sol, permitindo assim a existência de vida na
Terra. |
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2.De que forma se está a destruir esta camada?
[topo] |
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As
moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela
troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até
uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas
atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol
aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas
de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então,
rompe a molécula de ozónio (O3), formando monóxido de cloro
(ClO) e oxigénio (O2).
A
reacção tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigénio
que se liga a um átomo de oxigénio de outra molécula de ozónio,
e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozónio,
criando uma reacção em cadeia.
Por
outro lado, existe a reacção que beneficia a camada de ozónio:
Quando a luz solar actua sobre óxidos de nitrogénio, estes podem
reagir liberando os átomos de oxigénio, que se combinam e
produzem ozono. Estes óxidos de nitrogénio são produzidos
continuamente pelos veículos automóveis, resultado da queima de
combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo
sendo menor que a de óxidos de nitrogénio, consegue, devido à reacção
em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas
de ozono que as produzidas pelos automóveis. |
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3.Quais as consequências?
[topo] |
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A
constante destruição da camada de ozono leva a um aumento de
raios ultravioletas (UV), altamente energéticos.
Estes raios ao
atingirem a Terra vão promover a destruição das proteínas, e
do ADN, provocando cancro de pele, cataratas, alterações no
sistema imunitário, danos nas colheitas, nos peixes e no plâncton
de que se alimentam.
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Em
todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado
no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção.
Na Antárctida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis
meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos
de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos
durante o verão permanecem na Antárctida até a época de
subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros
raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área,
iniciando a reacção. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da
Antárctida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes
maior que em qualquer outra parte do mundo.
O
chamado "buraco do ozono", que designa a camada de ozono
muito fina sobre a Antárctida, surge com maior nitidez na
Primavera e Outono. Esse buraco vai provocar um atraso nas estações bem como quebras nas
cadeias alimentares, contribui também para o aumento da temperatura e consequentemente ao degelo dos calotes
polares.
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Porém,
o perigo já não se restringe ao inóspito e desabitado
continente antárctico, onde a falha na camada de ozono é maior
porque a movimentação dos ventos acontece em redor do pólo. Em
várias outras regiões do planeta, o escudo do ozono também está
a ficar mais fino, permitindo a intensificação nada salutar dos
raios ultravioletas e novos buracos poderão surgir sobre regiões
populosas de qualquer latitude.
Quanto maior a fracção
de raios ultravioletas a atingir a Terra, mais graves serão os
efeitos e menores as populações de peixes e as colheitas.
"A
redução de 50 % da produção de CFC´s reduziria 95 % dos danos
na camada de ozono." |
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| ÚLTIMA
HORA: |
Buraco
de ozono divide-se em dois
Cientistas
da NASA revelaram que o buraco de ozono sobre o Antárctico
está não só mais pequeno mas também dividido em
dois.
O fenómeno não se deve a uma súbita e global
consciencialização de todos aqueles que usam ou
produzem compostos que contribuem para a degradação
desta camada protectora que nos abriga dos raios
mais nocivos vindos Sol.
Deve-se isso sim, às altas temperaturas verificadas
na estratosfera nos últimos meses, e que já em
1988 tinham provocado uma situação análoga.
Assim, não é de esperar que o buraco de ozono
venha a desaparecer nos próximos tempos, tal como
sugerem as imagens.
Neste momento a área do buraco ascende a 15 milhões
de quilómetros quadrados, contra os 24 milhões que
se verificaram nos últimos anos.
A
protecção da camada de ozono está, desde 1987,
consagrada no protocolo de Montreal. |
| fonte:
http://www.ecoponto.com/noticias/?rec_notid=517 |
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Rui Meira 2002 me@rudzer.com
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